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Posse de Bolsonaro: desfile em carro aberto ainda está em análise

Posse de Bolsonaro: desfile em carro aberto ainda está em análise

 Tradicionalmente, presidentes desfilam pela Esplanada em carro conversível no dia da posse

O futuro ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, informou que ainda está em análise se o presidente eleito Jair Bolsonaro desfilará em carro aberto em Brasília no dia da posse, em 1o de janeiro.

Bebianno deu a informação durante uma entrevista no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde acompanhou a cerimônia de diplomação de Bolsonaro.

“Por mim, [Bolsonaro] seria [transportado pela Esplanada] no papa-móvel, entendeu? Acho uma temeridade ser em carro aberto, acho uma temeridade”, disse Bebianno.

Questionado, então, se Bolsonaro desfilará em carro aberto, respondeu: “Está sendo analisado. Por mim, vai num carro-forte, blindado.”

Com capacidade para até sete passageiros, o tradicional RollsRoyce presidencial foi fabricado na Inglaterra em 1952 e transporta os presidentes da República pela Esplanada dos Ministérios no dia da posse. Geralmente, no dia da posse, vão no carro o motorista, um militar, o presidente e algum familiar. Eles acenam para a população enquanto percorrem o trajeto entre a Catedral de Brasília e o Congresso Nacional, um percurso de cerca de 1,5 quilômetro.

O carro também costuma ser usado pelo presidente da República no desfile de 7 de setembro, Dia da Independência.

O RollRoyce foi entregue ao então presidente Getúlio Vargas em março de 1953. O veículo já transportou presidentes e personalidades como o ex-presidente francês Charles De Gaulle, a rainha da Inglaterra Elizabeth II e o astronauta russo Iuri Gagarin.

O veículo pesa 2,5 mil quilos, tem 1,85 metro de altura; 5,65 metros de comprimento e 2,30 metros de largura.

Um dos nomes mais próximos de Bolsonaro, Gustavo Bebianno afirmou nesta segunda- feira que os conselheiros do presidente eleito têm tentado convencê-lo a não desfilar em carro aberto.

Isso porque, em setembro, durante a campanha eleitoral, Bolsonaro levou uma facada em um ato político em Juiz de Fora (MG).

O presidente eleito precisou ser internado, passou por cirurgias e ficou três semanas no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Desde que levou a facada, Bolsonaro utiliza uma bolsa de colostomia.

“Ele [Bolsonaro] não se preocupa muito, ele não liga. ‘Ah, mas se matar?’. ‘Se matar, enterra’, ele fala. Ele é muito assim, paraquedista, mergulhador. Nem a facada mudou a cabeça dele”, afirmou o futuro ministro.

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